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20 de Junho de 2021
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    Ana Lúcia critica homofobia e fala das propostas da SEED para combater a violência nas escolas

    A reunião sobre Segurança nas Escolas , realizada na quarta-feira, 11, com o secretário de Estado de Educação, Belivaldo Chagas, deputados da Comissão de Educação, Cultura e Desporto e estudantes da União Sergipana de Secundaristas (USES) foi bastante proveitosa. A deputada Ana Lúcia (PT) usou a tribuna na Assembleia Legislativa para comunicar aos demais parlamentares que o secretário apresentou quatro programas que vêm sendo realizados para diminuir a violência e o quadro de tensão no interior das escolas. A deputada informou que a SEED pretende trazer para Sergipe o programa do Governo Federal Saúde e Prevenção na Escola (SPE), que aborda questões importantes para os estudantes adolescentes tais como drogas, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, e incentiva o protagonismo juvenil. “Também ficou discutido que a USES terá um espaço neste programa para que aqueles diretores, aqueles mais autoritários, preconceituosos, possam participar deste debate e rever sua posição que é do século XIX”, explicou a deputada. Para resolver o problema da violência nos arredores das escolas, a Comissão de Educação está agendando uma reunião com o secretário de Segurança Pública, que ainda não tem uma data fechada, mas talvez aconteça no próximo dia 26. PROFESSOR ASSASSINADO Ana Lúcia também registrou sua indignação diante do assassinato do professor, Celso Milton Menezes de Oliveira, morto a facadas na madrugada de ontem, se consolidando como mais uma vítima da agressividade homofóbica. “A gente espera que este crime homofóbico seja desvendado, porque na história de Sergipe dificilmente um crime homofóbico é desvendado, inclusive quando se sabe o assassino”, denunciou. A deputada defendeu que os crimes de homofobia são alimentados pelo preconceito social. “O preconceito contra a homossexualidade, contra as mulheres e contra os negros neste país é uma coisa impressionante. A visão que a sociedade tem é uma visão masculina. Portanto quando uma mulher vai para o debate público e se expõe na política, em geral o nível de argumentação é sempre apelativo, a não ser que a argumentação tenha uma linha de submissão à visão machista da sociedade, do contrário ela é desqualificada e é julgada”, explicou. Ana Lúcia afirmou que a sociedade anda tão preconceituosa que quando se fala do preconceito contra a homossexualidade, contra a mulher e contra o negro isto é motivo de riso. “Mesmo aqueles que não se dizem preconceituosos acham interessante, porque já está embutido o próprio preconceito, então a gente precisa ainda de muito tempo, de muita luta com certeza para superar todo este cenário da cultura brasileira e da cultura sergipana”, avaliou.

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